O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB),
afirmou em entrevista na tarde desta quarta-feira, 4, que não houve
política partidária no repasse de verbas para obras de prevenção de enchente em Pernambuco.
“Pernambuco não pode ser discriminado por ser o Estado do ministro”,
disse. De acordo com ele, os repasses a Petrolina foram voltados a
operações com carros pipas, dinheiro que foi gasto pelo Exército
brasileiro em operação conjunta com o Ministério da Integração. “Dos R$
98 milhões, R$ 70 milhões são para prevenção. Cinco barragens serão
construídas (no Estado)”, completou.
Bezerra explicou que, em 2010, a legislação foi alterada para a
liberação ágil das ações de assistência à população. As obras de
prevenção, de acordo com ele, não receberam ainda esse tratamento. Na
prática, foram recebidos pelo Ministério da Integração R$ 366 milhões. O
ministro destacou que Dilma determinou que fossem priorizadas ações com
prevenções. No plano geral apresentado por ele, 251 cidades foram
consideradas de alto risco.
Sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Recife, ele diz que
quem toma esse tipo de decisão é o partido dele e, pela base composta, a
decisão ficaria com o PT, que governa a cidade do Recife. O ministro
ainda comentou sobre um suposto esvaziamento do ministério e disse que
conversou com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, sobre seu
afastamento. “Quando o ministério for esvaziado estarei longe daqui. Não
tem nenhum tipo de ruído ou mau entendido com o trabalho da Casa Civil.
Com a presidente Dilma, não tive oportunidade de falar.”
O ministro concedeu entrevista coletiva para falar sobre a situação
das chuvas no Brasil e os repasses de recursos federais para o combate e
a prevenção de desastres naturais. Bezerra estava de férias, mas
interrompeu o descanso nessa terça-feira, 3. No mesmo dia, o Estado mostrou que 90% da verba antienchente foi repassada para Pernambuco, Estado de origem do ministro. A pasta negou critério político no repasse de recursos.
Acompanhe a íntegra da entrevista:
15h54 – Encerrada a entrevista coletiva.
15h51 – No ano passado eu acompanhei a presidente Dilma na sua
primeira visita ao Estado. Naquela época foi realocado R$ 20 milhões.
Daremos assistência aos pequenos produtores neste ano também. Se o
projeto nacional de irrigação for lançado espero que o Estado receba
também. Vamos aguarda a demanda por parte do RS. O Estado deve
formalizar algum pleito de ajuda. Até o momento não tem nada.
15h51 – Jornalista quer saber sobre ações para secas nos Estados do Sul.
15h51 – Temos um funcionário que trata as demandas de MG e de algumas
cidades mineiras fortemente atingidas. Até o momento não temos
formalizados os pedidos de ajuda ao Estado.
15h50 – Jornalista quer saber sobre a ajuda a MG.
15h49 – Estamos falando muito sobre o orçamento para prevenção.
Achamos que ele deve ser maior. Por outro lado entendemos que ele deve
ser maior. As conteção de morros e encostas deveriam ficar com Cidades.
Drenagens deveria ficar com Integração. Deveria ser discutido melhor o
âmbito de ações de prevenção.
15h48 – Estamos trabalhando em conjunto com a Casa Civil e o
Planajamento. Não senti qualquer cerceação com o ministério. Ou vamos
trabalhar junto ou não me chame para cumprir a tarefa, diz o ministro.
15h47 – Jornalista que saber sobre saída do ministério.
15h46 – Esse é uma decisão do meu partido. Quem tem a primasia na escolha do candidato é o PT, que governa o Recife.
15h45 – Jornalista quer saber se ele sai candidato à Prefeitura de Recife.
15h45 – Recursos de prevenção estão alocados no Ministério das
Cidades. Tem muitas cidades sendo contempladas. Tem muitos projetos que
foram contemplados.
15h44 – Dilma sabia de todos os repasses de conteção e cheias do Rio
Una. Esse assunto foi tratado por ela com Eduardo Campos. Ela não foi
supreendida.
15h42 – Prefiro acreditar que a imprensa não se deixa levar pelo
PMDB. Presidente Dilma tem sido correta no sentido de apoiar ações.
Estou animado com o meu trabalho.
15h42 – Jornalista quer saber sobre disputa política no ministério.
15h40 – Fui em todos os Estados que foram castigados por desastres
naturais. É uma recomendação da presidente. Ela quer que os ministros
estejam prontos para se colocar à disposição dos governadores. É
importante dizer que não somos o “salvador da pátria”. Fazemos o
trabalho de articulação.
15h39 – Quando o ministério for esvaziado estarei longe daqui. Meu
trabalho com Gleisi é muito próximo. Falo com ela constantemente.
Conversamos sobre o meu afastamento. Hoje falei com ela duas vezes. Não
tem nenhum tipo de ruído ou mau entendido com o trabalho da Casa Civil.
Com a presidente Dilma, não tive oportunidade de falar.
15h39 – Jornalista quer saber sobre reação da ministra Gleisi e de Dilma.
15h35 – Ele diz que é o PAC que já está definido e com ações voltadas
a prevenção, reforço de encostas e macrodrenagem. Estão destacados R$
11 bilhões. Tem diversos projetos selecionados. A seleção foi feita para
priorizar essas cidades. Trabalhamos com as comissões do Senado e
Câmara para melhorar a legislação. Uma das ideias é criar um fundo para
ações de prevenções. Outra ideia é ter um trâmite mais célere que
permita os recursos serem embolsados de forma mais rápida. E com
segurança. Um dos problemas é não ter a licença ambiental e com isso não
se pode liberar e primeira parcela. Às vezes não se consegue por causa
disso.
15h34 – Jornalista pergunta sobre o PAC da prevenção e sobre a alocação dos recursos de prevenção.
15h33 – O ministro diz que o Ministério da Integração não atua sozinho nas ações de Defesa Civil.
15h31 – O ministro diz que as 56 cidades são do Sudeste. Ele diz que o
dinheiro a Petrolina foi dinheiro para a operação de carro pipa. Afirma
que o dinheiro foi repassado ao Exército brasileiro que contratou os
carros pipas. Na relação, estão todos os municípios que foram
beneficiados com a operação de apoio ao carro pipa. Ele diz que a
imprensa afirma que o Ministério da Integração repassou o dinheiro a
Petrolina por causa do filho do prefeito pode ser pré-candidato. Não se
preocuparam em perguntar. Não houve ação de reconstrução em Petrolina. A
única ação feita lá foi de R$ 1 milhão para a ação de construção de
marcodrenagem.
15h30 – Ela pergunta sobre os repasses a Petrolina. Na lista que ela tem estão 56 cidades, e não aparece PE.
15h30 – A lista está errada. Em SP por exemplo teremos algumas
barragens que contam como se fossem da cidade de SP, mas ficam em
municípios da Grande SP.
15h29 – Jornalista questiona sobre as prioridades de repasse em 2011.
15h23 – PE é muito marcado por cheias. As barragens de Panellas e
Gatos estão em construção e deverão estar concluídas no início deste
ano. PE recebeu R$ 90 milhões porque não tinha rubrica no Orçamento.
15h17 – A jornalista de ‘O Estado’ pede esclarecimentos sobre as
barragens e pergunta o motivo da volta antecipada do ministro. O
ministro diz que voltou das férias por conta da intensificação do quadro
de chuvas em MG e dos prognósticos de novas chuvas nessa semana. Disse
que melhora muito os trabalhos de articulação e prevenção com os
Estados. Em relação a pergunta sobre as barragens em Pernambuco, ele
diz que quando o epísódio se deu, em meados de junho e foi um desastre
de grandes proporções. Ele disse que como secretário ficou responsável
pelas cidades de Barreiros e Catende. Uma das responsabildiades era
assistir à população e identificar ações de prevenção.
15h17 – O ministro se coloca à diposição para responder às perguntas da imprensa.
15h16 – Estamos animados com o trabalho que estamos realizando. Temos
merecido o apoio e confiança da presidente Dilma e a crítica que a
imprensa faz é sempre bem-vinda para que possamos aprimorar nossso
controle e aperfeiçoar os controles internos.
15h15 – O consolidado traz todos os recursos pagos pela Integração
nas rubricas da Defesa Civil. Temos um empenho de R$ 910 milhões,
desembolso de R$ 484 milhões e a relação dos Estados contemplados. Os
mais contemplados: SC recebeu 11,5%, RJ 30%, PE 13,7% e MG 10,9%.
15h12 – Vamos começar a virar a página do jogo das famílias que estão
em áreas de risco. Essas cidades serão alvos de realocações e de
transferência de pessoas para locais dignos e seguros. Vamos insistir e
criar a cultura da prevenção. A Defesa Civil não se faz com um governo
só.
15h11 – No ano, na Integração, nós utilizamos de recursos para obras
de macrodrenagem, R$ 49 milhões. Pagamos um total de R$ 131 milhões.
Dos 49 milhões, Pernambuco responde por 5,6% dessa rubrica. As ações
estão no Ministério das Cidades.
15h10 – São Paulo tem oito projetos com R$ 40 milhões, Espírito Santo com 7, Alagoas com 2, Goiás com 1 e Maranhão com 1.
15h09 – Nosso dinheiro é pequeno para as obras de prevenção e
contenção. Precisamos selecionar os projetos. Teremos a FGV em parceria
para selecionar os bons projetos.
15h08 – Para o RJ teremos R$ 330 milhões para obras de prevenção na região serrana.
15h07 – Estamos também conversando com SC, o primeiro plano importa
em obra de R$ 250 milhões. O governo federal está disposto em colaborar
em 30%.
15h06 – Não existe aqui política partidária. Não se pode discriminar o
Estado de Pernambuco por ser o Estado do ministro. Dos R$ 98 milhões,
R$ 70 milhões são para prevenção. Cinco barragens serão construídas.
15h05 – Por Estados – 1º lugar temos Pernambuco. O Estado teve um dos
maiores acidentes naturais desse País: 41 municípios atingidos, mais de
80 mil pessoas foram atingidas. A priorização dos 190 milhões de reais
foi feito em discussão técnica com o planejamento da Integração e Casa
Civil. O governador topou entrar com metade e o governo federal entra
com a outra.
15h03 – Iniciamos um programa de recuperação das barragens. Para os Estados e municípios em prevenção foram R$ 218 milhões.
15h01 – Os recursos foram divididos assim: R$ 23 milhões para
atendimento às emendas de parlamentares. Eram mais de R$ 100 milhões,
mas foram triadas. R$ 2,150 milhões em capacitação em agentes de defesa
civil. Realizamos um seminário internacional também.
15h00 – Esses recursos serão utilizados para assistir àqueles que forem atingidos nesta temporada.
14h59 – Não falamos da última MP 553, editada em dezembro. Dela ainda nada foi empenhado.
14h56- Estamos debruçados analisando as contribuições da Câmara e
Senado para que possamos propor ao Congresso as mudanças necessárias
para a aplicação desses recursos. Em 2010, a legislação foi alterada
para que a gente pudesse liberar com mais agilidade ações de assistência
à população. As obras de prevenção ainda não receberam esse tratamento.
Atrasa porque o recurso não pode ser liberado antes da prefeitura e do
Estado liberar a área, eles têm que dizer que são donos do terreno para
que as obras sejam feitas.
14h55 – Aqui vamos falar das ações de prevenção sob a
responsabilidade do Ministério da Integração. De R$ 366 milhões
empenhamos R$ 259 milhões. Pagamos aproximadamente um pouco mais de 10%
desses projetos.
14h54 – Elegemos 251 cidades brasileiras consideradas de alto risco.
14h53 – Dilma determinou que a política brasileira pudesse virar o
jogo da Defesa Civil. E isso tem que ser feito com prevenção. Ela abriu
R$ 11 bilhões para a prevenção, para proteção de morros e encostas.
Diversos projetos já foram selecionados pelos ministérios do
Planejamento e das Cidades.
14h50 – No plano de trabalho foram R$ 40 milhões, emendas R$ 106
milhões e nas duas MPs tivemos R$ 100 milhões e na segunda R$ 120
milhões. Total de recursos recebidos pelo Ministério da Integração foram
R$ 366 milhões.
14h49 – Agora as ações de prevensão, base de dados que geraram confusão. Aqui, teremos mais dados para corrigir e informar.
14h47 – Na rubrica de reconstrução tivemos um empenho de R$ 459
milhões e pagamos R$ 207 milhões, porque têm ações em cursos, como
reconstrução de pontes.
14h46 – 16 mil famílias em PE foram alvo do aluguel social em PE.
14h45 – Em primeiro lugar está o Rio de Janeiro com R$ 100 milhões.
Santa Catarina em segundo com R$ 45 milhões, em 3º PE com 30 milhões, RS
com R$ 20 mi. É dessa rubrica que saem os recursos para aluguel social.
14h44 – Pagamos R$ 252 milhões ao municípios e Estados.
14h41 – O primeiro destaque é para a operação carro pipa. Conforme
circulou na imprensa hoje, o dado coletado no CIAF não foi apurado.
Temos R$ 254 milhões empenhados para Estado e municipios dentro da
rubrica para assistência à população.
14h38 – Objetivo desse encontro é esclarecer e prestar informações
para retirar algumas dúvidas sobre notícias e informações que circulam
sobre a alocação de recursos da Defesa Civil para os Estados.
14h30 – O ministro chega para coletiva.







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