A cinco dias do início das inscrições para o
Programa Universidade para Todos (ProUni) – que se destina a conceder
bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e
sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação
superior –, o Ministério da Educação publicou hoje (9) portaria, no Diário Oficial da União com as regras do processo seletivo. As inscrições serão feitas apenas no site http://siteprouni.mec.gov.br, de 14 a 19 de janeiro.
De acordo com o documento, para concorrer à bolsa, o candidato deve ter
feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011 e obtido nota
mínima de 400 pontos. Também é necessário que o estudante tenha cursado o
ensino médio em escola pública. Caso o candidato tenha passado tanto
por instituições públicas quanto privadas, é necessário provar que teve
bolsa integral para cursar o ensino particular.
Para a pré-seleção, a análise será feita da maior para a menor nota.
Mas a vaga só estará garantida após participação e aprovação nas fases
seguintes do processo. As instituições de ensino superior cadastradas
deverão divulgar o número de bolsas para cada curso e turno oferecidos.
A portaria define ainda que professores da rede pública também podem se
inscrever no ProUni. Porém, estão autorizados apenas a pleitear bolsas
em cursos de licenciatura e pedagogia. O objetivo do governo é
incentivar o aperfeiçoamento dos profissionais de educação, sobretudo,
os que estão em sala de aula.
As bolsas integrais contemplarão os candidatos que tenham renda
inferior a um salário mínimo e meio (R$ 933). Para quem tem renda até
três salários mínimos (R$ 1.866), podem ser concedidas bolsas de 25% a
50%. Os indígenas, negros, pardos e pessoas com deficiência devem
pleitear bolsas referentes a ações afirmativas, segundo a portaria.
Estudante de direito no Centro Universitário UDF, em Brasília, Heitor
Cristian Pereira Kalil, de 18 anos, disse que o ProUni o ajudou a chegar
ao ensino superior. “A maior parte das pessoas que eu conheço não
conseguiriam fazer faculdade se não fosse o ProUni. Eu, por exemplo, não
posso pagar um curso que custa R$ 1,3 mil por mês. O ProUni que me
ajuda a realizar um sonho”, disse o universitário.







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