Deputado Coelho, filho do ministro Bezerra, é campeão de emendas liberadas na pasta do pai

Na berlinda acusado de privilegiar seu estado, Pernambuco, com recursos para a prevenção de desastres e pelo abandono de diversos lotes da obra da transposição do Rio São Francisco, o ministro da Integração Nacional e pré-candidato à prefeito de Recife, Fernando Bezerra Coelho, resiste no cargo e, como já aconteceu com seus antecessores antes da queda, acaba sendo alvo de mais acusações. A Folha de S.Paulo revela na edição deste sábado que Bezerra privilegiou o filho deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE) com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011.

Coelho, diz o jornal, foi o único dentre todos os deputados e senadores que teve todo o dinheiro que pediu empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério comandado pelo pai, num total de R$ 9,1 milhões, superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração. Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado será destinado para ações tocadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba Codevasf), uma empresa pública presidida pelo seu tio, Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração. Essa história de tudo em família foi, obviamente, negada pelo ministério. Conforme a Folha, a pasta, em nota, disse que não houve favorecimento ao Coelho filho e alega que outros deputados tiveram "emendas aprovadas em percentuais equivalentes".

Governo promete tirar irmão de ministro de comando de estatal, após imprensa questionar

Precisou a imprensa mexer na toca dos coelhos para o governo resolver desentocar, pelo menos do comando. O Estadão de SP destaca que o ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) usou brecha na legislação que proíbe o nepotismo na administração pública e fez de seu irmão, Clementino Coelho, presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) durante praticamente um ano. A estatal tem um orçamento de R$ 1,3 bilhão aprovado para 2012. "Após questionamentos do Estado, o governo anunciou que vai trocar o comando. Segundo nota da Casa Civil, Guilherme Almeida será nomeado nos próximos dias para a presidência da estatal. Clementino continuará como diretor", informa o jornal em texto divulgado na noite anterior em seu site.

Fonte: http://www.capitalnews.com.br

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