Luciana Santos admite que PCdoB passe de coadjuvante a protagonista na sucessão municipal de Petrolina em 2012

Acostumado historicamente a ser um partido “de composição de forças”, o PCdoB em Petrolina poderá, enfim, dar as cartas na sucessão municipal de 2012. Nome, para isso, os comunistas já têm e não é mais nenhuma surpresa: o do Magnífico reitor da Univasf, José Weber Macedo.

Em Petrolina, onde participou hoje (13) de um encontro macrorregional do partido, a deputada federal e uma das principais lideranças do PCdoB, Luciana Santos, admite essa possibilidade. Mesmo demonstrando a cautela que sempre marcou o partido, ela deixa claro que prioriza a unidade, mas reforça que dessa vez o partido tem uma opção própria.

“Acreditamos no nosso projeto político de fortalecer o campo das forças. Essa tem sido a estratégia do partido, mas queremos dizer que o PCdoB tem nome para disputar a majoritária”, garantiu Luciana. 

Apesar de enaltecer as qualidades político-administrativas de José Weber que o credenciam para  a disputa,  ela negou ter vindo a Petrolina lançar a pré-candidatura do reitor. “Não estamos lançando pré-candidaturas, ainda é muito cedo. Temos ainda até setembro para as filiações e a construção das chapas proporcionais”, enfatizou, em entrevista ao Blog.

Além disso, a deputada lembrou que o partido não pode abstrair ou relevar o papel das demais lideranças aliadas da cidade, a exemplo do ministro Fernando Bezerra Coelho, do seu colega Gonzaga Patriota e do deputado estadual Odacy Amorim – todos do PSB, legenda que ainda vive as mesmas divergências internas de três anos atrás.

Mesmo com os desencontros dos socialistas, Luciana prega a coalizão de forças: “Não vamos nos arvorar em construir um processo que precisa ser construído com todas as mãos”. Isso não quer dizer, garante ela, que não tenha chegado o momento do PCdoB alçar vôo próprio em Petrolina.

Perguntada se o partido não deveria apostar numa majoritária na cidade, Luciana justificou que os comunistas sempre lançaram candidaturas próprias quando o momento foi oportuno. Lembrou o caso dela própria, que venceu duas vezes as eleições para a prefeitura de Olinda, com e sem aliados. Na mesma situação o partido saiu com seus próprios quadros em cidades como Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre – sem contar a disputa pelo Governo do Maranhão, no ano passado. “As candidaturas do nosso partido sempre passaram por uma viabilidade”, ponderou.

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